quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

''O Cemitério”

“ Historinha do Arraial de Nossa Senhora d'Ajuda” Pinheiro Pucu.

A construção do "Cemitério de São Benedito" foi uma obra efetuada como o dinheiro, arrecadado da Irmandade que lhe deu o nome. Sem dúvida, construindo há mais de um século e meio, conforme se ouviu dizer , pela boca dos mais antigos. Há uns setenta anos, não era murado, e sim, cercado de palhas de coqueiro. Fixado como que no ''coração'' do Arraial, com seu pequeno tamanho geralmente fica desapercebido aos olhos dos turistas que ali passam em direção ao caminho da praia. Saturado, pelo pequeno espaço físico que representa e pelo tempo decorrido vem (e está) se tornando um grave problema, já discutido, também durante algum tempo, sem que houvesse uma solução definitiva para o caso. Há uns seis ou sete anos atrás, principiou um movimento em torno da necessidade premente e urgente, de se conseguir uma área maior e mais distante da periferia da Cidade.

Francisco Alexandrino de Morais, o Chico Tripa, filho dos mais antigos do lugar, foi um dos que tentaram resolver esse problema, doando uma área de terra de sua propriedade para que fosse construido um cemitério novo, mas não foi compreendido nem levado à sério pelos ditos benfeitores da comunidade. Conforme suas palavras, estavam ''enterrando os mortos acima de sete palmos!" Quando enterraram o Zé Brás, um dos coveiros atingiu um caixão de ''anjinho'', que foi logo reconhecido por alguém presente, que exclamou -''Conheço aquele caixão! Inda bem que não quebrou . Foi Pedro Borge que fez, conheço o trabalho dele.

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